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 Sexta-Feira, 26 de Maio de 2017
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  IB e CDA coordenam curso de habilitação de engenheiros agrônomos para evitar entrada de pragas quarentenárias  
  Assessoria de Imprensa IB/APTA
Fernanda Domiciano
 
     
 

XLV edição do evento discutirá nova instrução normativa para manejo do cancro cítrico

O Instituto Biológico (IB-APTA) e a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, coordenam o XLV Curso de Pragas para Habilitação de Engenheiros Agrônomos para Emissão de CFO/CFOC, que será realizado de 13 a 16 de fevereiro de 2017, no Centro Experimental do IB em Campinas, interior paulista. A habilitação de técnicos e engenheiros agrônomos é uma forma de evitar a disseminação de pragas quarentenárias. Nesta edição do curso, serão abordadas informações sobre a nova legislação do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para a mitigação dos riscos da doença cancro cítrico e as demais legislações específicas para pragas que possuem restrição de trânsito interestadual. As inscrições podem ser feitas no link

A Certificação Fitossanitária de Origem (CFO) e o Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC) são utilizadas para evitar a disseminação de pragas quarentenárias, ou seja, que possuem relevância econômica, em locais que não registraram suas ocorrências ou que já comprovaram estar livres e com suas disseminações controladas. “A CFO e o CFOC são os métodos mais importantes de preservação do patrimônio financeiro e alimentar”, diz a pesquisadora do IB, Harumi Hojo.

O evento, com foco em profissionais que acompanham o campo de produção, tem a finalidade de ampliar o mercado exportador, além de viabilizar o comércio interestadual de espécies hospedeiras de pragas restritivas. “É a habilitação que engenheiros agrônomos da iniciativa privada recebem para emitir documentos que atestam a sanidade de partidas em cumprimento aos requisitos do Órgão Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) do país importador”, diz a pesquisadora.

A novidade desta edição do curso é a transferência de conhecimento sobre o novo status fitossanitário do cancro cítrico, praga quarentenária que existe no Brasil há cerca de 50 anos. Em setembro de 2016, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou a Instrução Normativa nº 37, que estabelece novos procedimentos de manejo da doença. “Antes, a legislação previa a erradicação e supressão, por meio da retirada das árvores. Agora, a instrução estabelece outras formas de manejo para mitigação dos riscos”, explica Cristina Abi Rached Iost, engenheira agrônoma da CDA.

Cristina afirma que a mudança trará mais responsabilidades aos técnicos responsáveis pela defesa agropecuária. “Os profissionais terão a função de identificar a ocorrência da doença e orientar as práticas que os produtores podem adotar para mitigar os riscos. A legislação prevê o uso de, pelo menos, duas práticas de manejo nos pomares contaminados”, diz.

O curso também abordará as legislações específicas para as pragas de outras culturas que possuem restrição de trânsito interestadual, além das normas para emissão de CFO e CFOC e Trânsito de Vegetais. Será abordado ainda conteúdo específico de cada praga, de acordo com as exigências da Instrução Normativa 33/16.

Habilitação

A emissão do CFO e CFOC é regulamentada pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de acordo com a Instituição Normativa 33, de 24 de agosto de 2016. “O profissional que participar do curso e atender as exigências previstas nessa normativa será habilitado a certificar pragas polífagas, que possuem mais de um tipo de hospedeiro”, diz Harumi.

Para receber a habilitação, os profissionais devem ter 100% de frequência no curso e, no mínimo, 75% de aproveitamento. A avaliação será feita por meio de provas de múltipla escolha ao final de cada dia do evento.

Referência

O IB, por meio de seus Laboratórios de Diagnóstico Fitossanitário, é referência em análises e emissão de laudos de análises fitossanitárias. O instituto realiza exames de amostras provenientes de materiais importados, para exportação e de pragas quarentenárias A2 – existentes no Brasil, mas sob controle oficial –, com objetivo de prevenir que novas pragas entrem e se disseminem pelo País ou entre Estados isentos.

O Instituto Biológico realiza análises em várias espécies de plantas, como batata-semente, bulbos e sementes de plantas ornamentais, olerícolas, forrageiras, insetos em pallets e containers, frutas in natura e mudas in vitro. O IB realiza ainda exames em amostras provenientes de produtores rurais, usineiros, empresas de micro propagação, colecionadores de orquídeas e empresas de alimentos e de exportação. O instituto de pesquisa paulista presta serviço para a Polícia Militar, Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), prefeituras e serviço de Defesa Agropecuária de diversos Estados brasileiros.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a coordenação desse curso pelo IB e CDA mostra a competência técnica dos órgãos ligados à Pasta. “Estamos contribuindo para a formação de recursos humanos e para a segurança fitossanitária. Essas são diretrizes do governador Geraldo Alckmin”, afirma.

Serviço:

XLV Curso de Pragas para Habilitação de Engenheiros Agrônomos para Emissão de CFO/CFOC
Data: 13 a 16 de fevereiro de 2017
Horário: das 8h às 18h
Local: Centro Experimental Central do IB
Endereço: Alameda dos Vidoeiros, 1.097, Gramado, Campinas – SP
Inscrição

 

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